• Aline Amaro da Silva

O dia que eu fiquei presa no Jardim Botânico...

Como eu disse, já vivi muitas aventuras aqui na Alemanha. A primeira vez que fui no Jardim Botânico de Bochum se tornou uma delas.



Para os alemães, se há placas informando algo significa que está avisado, por isso, temos que prestar muita atenção nas placas, nos sinais. Eu não sou uma pessoa com atenção visual, então, isso às vezes é um problema para mim.


Estava eu numa bela tarde de agosto, verão na Alemanha, contemplando a beleza da natureza no Jardim Chinês, dentro do Jardim Botânico, quando ouço uma sirene. Pensei dentro de mim: “O que será isso? Será um sinal para sair? Mas está tão cedo, não deve ser”. Continuei minha contemplação. Minutos depois, a fonte de água que eu estava admirando parou de jorrar. “Realmente deve ser hora de ir embora”. Ao sair do jardim chinês, não encontro ninguém. Começo a procurar uma saída. Minutos depois encontro um casal de jovens alemães que me perguntam onde é a saída... Começamos a procurar juntos. Chegamos em um dos portões: fechado. Outro portão: fechado. Terceiro portão: fechado. Para melhorar a situação, a bateria do meu celular estava totalmente descarregada.


Sem termos a quem recorrer, pensamos em pular o portão. Não seria tão fácil para mim, pois sou de estatura baixa. Comecei a olhar ao redor e tentar achar uma solução. Percebi que na parte inferior do portão de ferro havia em todo o comprimento uma proteção de borracha, e em uma parte do portão essa proteção estava meio ondulada. Mexi nessa parte e constatei que ela subia. Era estreita, bem rente ao chão, mas era uma possibilidade. Eu fui a primeira a tentar passar rastejando. Deu certo, consegui. Os outro dois me seguiram. Ufa! Estávamos livres de passar a noite no Jardim Botânico!


No caminho de volta à Universidade rimos e conversamos. Depois dessa experiência compartilhada, pensei: fiz meus primeiros amigos alemães! Só que não. Não trocamos contatos, nunca mais nos vimos. Os alemães são pessoas gentis e atenciosas, mas não é fácil fazer amizade com eles. Isso para mim é um dos aspectos mais duros de morar por aqui. Requer tempo e paciência, mas quando se constrói uma verdadeira amizade com os alemães, é para toda a vida.



Este foi o portão pelo qual tivemos que passar por baixo, nesta parte que está aberta na foto. Voltei lá em outra ocasião só para tirar esta foto e para aproveitar o dia que estava bonito :)


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